A irritação dos americanos com a inflação parece longe de arrefecer. A próxima divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) para abril já sinaliza mais um aumento robusto, com projeções apontando para uma alta de 0,6%, a mesma marca do aumento recorde de março. Se esse número se confirmar, não será surpresa ver a confiança do consumidor despencar ainda mais.
Gasolina: o vilão da vez
Desde o estopim do conflito entre EUA, Israel e Irã, os preços nas bombas de combustível dispararam assustadoramente – mais de 50% em poucos meses, beirando a média de US$ 4,50 o galão. E não pense que esse salto fica restrito às bombas.
O aumento dos custos de energia se espalha feito efeito dominó, elevando o preço de tudo — de passagens aéreas a alimentos, pressionando o chamado núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, para cima. Ou seja: inflação que não quer dar trégua.
O impacto no bolso do consumidor
Pergunte-se: com a inflação corroendo a renda e o sentimento do consumidor em queda livre — batendo mínimas históricas, segundo a Universidade de Michigan — quem vai continuar gastando como antes? Empresas como Kraft Heinz e McDonald’s já sentem a pressão dos orçamentos apertados.
Mesmo com uma leve recuperação nas vendas no varejo (descontando carros e postos de gasolina), o crescimento modesto de 0,4% em abril talvez não resista muito mais se os preços continuarem a avançar sem controle. Afinal, conquista-se cliente esfomeado pela inflação, não pelo marketing.
O que o Fed pensa disso?
Especialistas da Bloomberg Economics deixam claro: a inflação persistentemente alta e uma desaceleração econômica discreta não bastam para que o Fed baixe os juros tão cedo. A aposta é que o banco central mantenha o tom duro, o que só adiciona mais tensão ao quadro econômico.
Enquanto isso, outras leituras como o índice de preços ao produtor também sugerem que o aumento dos custos no atacado está longe de aliviar, prenunciando mais pressão sobre o consumidor final.
Não resta dúvida: a saga da inflação nos EUA ainda está longe de um fim feliz — e quem paga a conta é justamente o cidadão comum, cada vez mais inquieto.
Fonte: Infomoney
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