O último encontro oficial entre um presidente dos EUA e a China, em novembro de 2017, marcou o ponto alto das relações comerciais entre as duas potências. Donald Trump, então em seu primeiro mandato, visitou Pequim e assinou acordos bilionários. Mas, cinco anos depois, a pauta da próxima reunião entre Trump e Xi Jinping promete ser dominada por outro assunto: a guerra no Irã. E isso muda tudo.
O eixo Irã e o impacto nas negociações comerciais
Enquanto o conflito no Estreito de Hormuz continua a lançar sombras sobre a estabilidade global, o tema do Irã ganha prioridade na conversa entre os líderes. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, deixou claro que o assunto estará em foco. E não é para menos: uma possível trégua na guerra poderia desencadear queda nos preços do petróleo e, consequentemente, beneficiar os mercados globais em crise.
Tarifas e terras raras: ficaram para depois?
E as negociações sobre tarifas alfandegárias e o controle das exportações de terras raras – ingredientes essenciais na relação econômica entre EUA e China? Parece que terão que esperar. A reunião, antes carregada de expectativas sobre negócios, vê agora a participação de poucos CEOs americanos. Interestantes as razões por trás disso: o governo dos EUA evita parecer próximo demais da China no momento político turbulento.
Boeing e Citigroup ainda aparecem na lista restrita, e espera-se que fechar negócios significativos aconteçam, especialmente na venda de aviões. Mas a atmosfera não é a mesma daquele 2017 em que quase 30 executivos norte-americanos fecharam acordos acima de 250 bilhões de dólares.
A geopolítica fala mais alto
O pano de fundo se torna claro: o comércio é importante, mas a geopolítica dita o ritmo. A China, que recebeu uma dúzia de líderes globais neste ano, quer sinalizar que está aberta para negócios, mesmo com as tensões. E os EUA? Ajustam sua postura para evitar exposição desnecessária.
No fim das contas, esta reunião tem tudo para ser lembrada como a que, talvez, resolveu um impasse geopolítico maior – ou que consolidou as vantagens da China no cenário global. Soa como um jogo de xadrez em que as peças comerciais se movem em função dos mísseis e bloqueios estratégicos.
Que venha o desfecho dessa partida, porque o mundo não aguenta mais esperar.
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