O varejo está em alta, mesmo quando tudo ao redor parece dizer o contrário. As lojas estão abrindo vagas e enchendo seus quadros de funcionários, impulsionadas por consumidores que, apesar da guerra no Irã, dos preços da gasolina nas alturas e da inflação rápida, continuam apertando o cartão de crédito como se não houvesse amanhã.
Contratações em alta desafiam a crise
Em abril, o setor varejista adicionou quase 22 mil empregos, representando cerca de 20% de todo o crescimento do mercado de trabalho. Isso leva o número de empregados no varejo a um patamar recorde desde julho de 2024: quase 15,5 milhões de pessoas. Supermercados, clubes de armazéns e supercenters puxaram essa onda de contratações, enquanto lojas de departamento e varejistas de eletrônicos viram suas equipes encolherem.
Confiança em meio ao caos?
O que chama atenção não é apenas os números, mas o otimismo relutante que parece ter voltado ao setor. Em 2025, o fantasma das tarifas de Trump assustava os empregadores, que preferiam esperar para ver. Agora, ao que tudo indica, eles avançam com mais segurança, apoiados na firmeza dos consumidores até aqui.
Mas há sinais complicados no horizonte
Nem tudo são flores. Gigantes como Whirlpool já falam em “declínio de nível recessivo” na indústria, enquanto o CEO do McDonald’s advertiu que os gastos podem estar despencando. A Universidade de Michigan registrou novo baixo recorde na confiança do consumidor, fortemente impactada pelos preços exorbitantes da gasolina — um efeito direto da tensão no Oriente Médio.
Essa combinação perigosa pode fazer com que os motoristas, pressionados no bolso, comecem a cortar gastos supérfluos. E aí? Será que essa expansão do varejo vai persistir ou é apenas a calmaria antes da tempestade? A vigilância é necessária, pois o menor recuo no consumo pode derrubar essa dança de contratações e abrir espaço para demissões.
Fonte: cnbc
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