Copom em Suspense: Corte de Juros Perde Força no Mercado

COPOM (fonte: https://www.suno.com.br/artigos/copom)

As apostas do mercado para a decisão do Copom na próxima quarta-feira (18) estão dando uma guinada inesperada. O corte de 0,50 ponto percentual na Selic, que parecia certo até pouco tempo atrás, agora perde espaço para uma redução menor, de apenas 0,25 ponto. E mais: a possibilidade de manutenção dos juros nos 15% ao ano começa a ganhar força — algo que poucos imaginavam quando o Comitê sinalizou um início de flexibilização em março.

O que mudou na avaliação dos investidores?

Os números da Opção de Copom na B3 contam a história dessa mudança de humor. Em poucos dias, a projeção para o corte maior despencou de 65,5% para apenas 23%, enquanto a chance de manutenção dos juros pulou para 25%. Um movimento surpreendente em tão pouco tempo.

IPCA de fevereiro traz um alívio… com ressalvas

O IPCA subiu 0,70% no mês, acima do esperado, mas a inflação acumulada nos 12 meses caiu para 3,81%. Parece uma contradição? O problema está nos detalhes — a inflação subjacente, especialmente em serviços, continua forte e pode complicar a vida do Copom. Não basta ver o número geral, é preciso enxergar a firmeza dos núcleos inflacionários para entender esse cenário.

Petróleo em alta: um novo impeditivo

A escalada no preço do petróleo, impulsionada pela crise no Oriente Médio, aparece como segunda razão na revisão dessas expectativas. O choque eleva o custo da gasolina e pode empurrar o IPCA para valores acima do ideal, mesmo com medidas do governo tentando aliviar o impacto. Em resumo: o mercado percebe que o cenário externo não vai colaborar para um corte agressivo no momento.

Será que o Copom vai surpreender?

Enquanto bancos como o UBS BB, Goldman Sachs e BNP Paribas indicam um ciclo mais lento e cauteloso, o JPMorgan insiste que o Copom deve olhar além do choque temporário do petróleo e avançar com o corte maior. A verdade é que a margem para surpresas se estreitou — o Banco Central está numa corda bamba, entre inflar expectativas de queda e ser surpreendido por um cenário inflacionário mais resistente.

Mais do que nunca, a decisão do Copom será um teste de paciência e de sinalização clara para o mercado. Será que teremos juros mantidos? Ou começa, com cautela, o tão esperado ciclo de cortes?

Fonte: Infomoney

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