Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, deixou claro no último sábado que a guerra no Oriente Médio não vai balançar a decisão do Banco Central sobre a taxa básica de juros. Enquanto o mundo assiste atônito aos desdobramentos do conflito, aqui no Brasil, o foco permanece firme na necessidade de controlar uma Selic que, segundo ele, já está alta demais.
Política de Juros: hora de parar?
“Não adianta aumentar juros para tentar fazer o preço do petróleo cair”, disse Alckmin durante uma visita a uma concessionária da Scania em Brasília. Parece óbvio, mas é bom reforçar: juros não são varinha mágica para resolver preços internacionais de commodities nem questões climáticas que afetam a agricultura.
Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) se prepara para decidir sobre a Selic na próxima quarta, o mercado já prevê uma redução na taxa. E nem precisa ir muito longe: o Federal Reserve, banco central americano, ignora a agricultura e o petróleo em seus cálculos, porque sabe que aumentar juros não vai fazer chover ou baratear o barril de petróleo.
Guerra, combustíveis e o futuro da Selic
Claro que Alckmin torce para o fim rápido da guerra, reconhecendo os problemas globais que ela traz. Mas, em vez de dramatizar sobre o conflito, o foco do governo é garantido: abastecimento estável e controle do preço do diesel. Ele lembrou do pacote anunciado para evitar a falta do combustível e conter os aumentos exagerados.
É uma postura pragmática. Em vez de jogar a culpa da inflação dos combustíveis na guerra e endurecer demais a Selic, o governo aposta em medidas diretas para o setor energético e busca uma taxa que não estrangule a economia.
Como navegar nesse cenário? Ficar de olho nas decisões do Copom será essencial, especialmente se a Selic continuar entre as maiores do mundo – o que, por ora, não parece ter justificativa para subir ainda mais.
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