Brasil no vermelho: inadimplência bate recorde e dívida supera salário mínimo

O Brasil não para de bater recordes – só que, infelizmente, não são dos bons. O último Mapa da Inadimplência, divulgado pela Serasa, revela um cenário preocupante: 82,8 milhões de brasileiros no vermelho em março, com um aumento de 1,35% em relação a fevereiro. E o que pesa ainda mais é que a média da dívida por pessoa já ultrapassa o salário mínimo. Estamos falando de R$ 6.728,51, algo que espanta quando se percebe que cada dívida, em média, custa R$ 1.647,64.

A ascensão das dívidas bancárias

De onde vem esse crescimento tão acelerado? O setor financeiro hoje responde por quase metade das dívidas – 47%, um salto de 23,6% desde a pandemia. Bancos e cartões de crédito representam 27,3%, e financeiras 20,2%. A explicação para isso está no aumento da bancarização, especialmente entre as classes D e E, segundo Aline Maciel, diretora da Serasa. Mas não se engane: mais acesso ao crédito não significou saúde financeira.

Por que estamos endividados?

Se você pensa que é só culpa do desemprego, saiba que ele responde por 38% das respostas. O resto vem de falta de planejamento, emergências médicas, descontrole financeiro e até ajudar a família. Uma bagunça financeira que mostra o quanto a educação para o dinheiro é negligenciada no país.

Cartão de crédito, o vilão disfarçado

Quem nunca usou o cartão de crédito como uma extensão da renda? Pois 73% dos inadimplentes têm dívidas com ele, muitas delas antigas e acima de R$ 10 mil. O problema é que essa é a dívida mais cara que existe, tornando o calote praticamente uma bola de neve.

Desenrola 2.0: um alívio, mas não a solução

O governo lançou o Desenrola 2.0 buscando aliviar essa pressão. Com descontos que podem chegar a 90%, o programa quer facilitar a renegociação, principalmente para quem ganha até cinco salários mínimos. Mas não se iluda: nem tudo será resolvido com essa medida. Como bem apontam os especialistas, juros continuam altos, e o problema estrutural das dívidas ainda vai desafiar boa parte da população.

Enquanto isso, é urgente investir em educação financeira — não só para renegociar, mas para não entrar nessa cilada mais uma vez.

Fonte: Infomoney

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