As bolsas europeias abriram a semana dando um suspiro preocupado. Tudo porque o barril de petróleo voltou a se firmar na casa dos US$ 100, cenário alimentado pelo impasse irritante entre Estados Unidos e Irã nas negociações do fim de semana. E não para por aí: o presidente Donald Trump indicou que as Forças Armadas americanas já estão na ponta dos cascos, preparando bloqueios no estratégico Estreito de Ormuz e nos portos iranianos. Isso só pode azedar ainda mais os ânimos do mercado.
Mercados em queda, nervos à flor da pele
O efeito disso tudo? Quedas discretas, mas sintomáticas, nos principais índices europeus. Londres viu o FTSE 100 terminar com -0,17%, Frankfurt viu o DAX retroceder 0,23%, e Paris não ficou atrás, com o CAC 40 cedendo 0,29%. Milão e Madri seguem o mesmo roteiro, e Lisboa amarga uma queda ainda maior, acima de 1%, refletindo a instabilidade crescente.
Setores que sentem o baque — e os que surfam a crise
Não surpreende que o turismo e lazer tenham despencado quase 1%, enquanto o setor de tecnologia também deu sinal amarelo com -1,1%. A razão? Agressivos rebaixamentos no rating das aéreas, com Wizz Air e EasyJet liderando a sangria, junto de Lufthansa, Air France-KLM e a gigante British Airways/Iberia. A indústria aérea europeia enfrenta uma tempestade perfeita, mesmo que, para o primeiro trimestre, a dor nos resultados ainda demore a aparecer — graças a estratégias sólidas de hedge em combustível.
Por outro lado, a energia, claro, nada de braçada, subindo 0,8% e refletindo o salto do petróleo no mercado global. Não é exatamente conforto, mas um alívio para quem está posicionado nesse setor.
Na política, tentativas de aliviar o peso
A Alemanha tenta resfriar o ambiente esfriando os impostos sobre combustíveis por dois meses. E o BCE mantém um discurso de cautela, afirmando que custos de energia estão dentro do esperado, apesar das altas recentes. Um cenário que revela o quanto as autoridades europeias tentam equilibrar a corda bamba entre pressões econômicas e geopolíticas.
E qual é a lição aqui? Que o mercado financeiro não é uma ilha, e geopolítica pesa — e muito. O impasse EUA-Irã pode parecer distante na teoria, mas aqui dentro ele ecoa em quedas e subidas, triggers e alarmes. De um lado, companhias aéreas se afundam; do outro, o petróleo sobe, empurrando para cima os setores correlatos. O investidor, por sua vez, assiste e se protege onde pode.
Os próximos capítulos dessa novela ainda prometem ser turbulentos. Só uma coisa é clara: quando o Estreito de Ormuz está na linha de fogo, ninguém está a salvo.
Fonte: Infomoney
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