Cinco anos depois, o surto inflacionário mais amargo dos EUA em uma geração segue como um nó difícil de desatar. Essa escalada de preços começou quase como uma esperança para evitar a temida deflação da pandemia, mas acabou virando uma dor de cabeça persistente, que desafia até os mestres do Federal Reserve. A promessa inicial de uma inflação “transitória” se transformou num fantasma que ainda assombra a economia americana, sinalizando que controlar preços altos nunca é tão simples quanto apertar um botão.
Quando a inflação começou a fugir do controle
Em março de 2021, quem diria que uma inflação acima de 2% poderia causar tanto rebuliço? O Fed até quis investir na ideia, mantendo juros baixos para estimular a recuperação. Jerome Powell, presidente do Fed, parecia relativamente tranquilo, mas a realidade bateu forte. O índice PCE pulou absurdamente para mais de 7% em meados de 2022, enquanto o CPI chegou a 9%, níveis não vistos desde os anos 80.
O cálculo arriscado do Federal Reserve
Subir os juros era o remédio que também pode adoecer—e muito. Aumentar o custo do crédito freia a demanda, porém aperta o cerco sobre consumidores e empresas. O risco de recessão pairava no ar, porém, felizmente, o desemprego não disparou como em crises passadas. Ainda assim, os aumentos sucessivos de juros impactaram sobretudo os menos favorecidos, corroendo ganhos de renda e fazendo o dólar valer cada vez menos.
Os compradores de imóveis que o digam
Hipotecas baratas, aquela festa que durou mais de uma década, acabaram de repente—e isso não é frescura. Taxas que saltaram de menos de 3% para mais de 6% nas hipotecas significam contas muito mais altas para famílias que sonham com a casa própria. A velha sensação de “dinheiro barato” virou passado. A dor dessa transição é real e deve continuar incomodando.
O difícil caminho de volta ao equilíbrio
Agora, o Fed está preso entre manter juros altos e não engolir a economia com um colapso. Com inflação ainda acima da meta e um cenário geopolítico tenso, preços do petróleo disparando e combustíveis mais caros, a receita para o “fim” dessa inflação teimosa segue nebulosa. Enquanto isso, vozes políticas, como a do ex-presidente Donald Trump, tentam capitalizar essa insatisfação, prometendo milagres que nunca chegam. Preços caem? Raramente.
Seis anos após o início do choque, já está claro: inflação não é hóspede que se despede rápido. E quem não estiver preparado para ajustes duros poderá sofrer mais. A lição? Inflação “transitória” pode se revelar um pesadelo de longa duração.
Fonte: Infomoney
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