O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) despencou de novo em março, mostrando que a deflação ainda dá as cartas no Brasil. Com queda de 0,24%, o índice apresentou desaceleração se comparado ao recuo de 0,42% em fevereiro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O mercado esperava algo um pouco pior, uma queda de 0,28%, então deu quase no que se esperava. Mas será que essa tendência de queda vai continuar? Vamos abrir o jogo.
Queda controlada, mas persistente
O IGP-10 mede preços no atacado, consumidor e da construção civil, e os detalhes dessa variação poucas vezes são tão reveladores. O IPA-10, que representa o atacado, caiu 0,39% — melhor do que os 0,80% negativos do mês anterior. Então, o produtor continua sentindo pressão, mas a pressão aliviou um pouco. Já o IPC-10, que é o índice ao consumidor, teve uma ligeira alta de 0,03%, depois de subir 0,50% em fevereiro. Parece que o consumidor está segurando a carteira, mas não pode fugir da inflação por completo.
E o INCC-10, como ficou?
O INCC-10, que mede o custo da construção civil, subiu 0,29%, diminuindo a força em relação ao aumento de 0,47% em fevereiro. Isso sinaliza que a inflação na construção está mais mansa, mas ainda caminhando para cima. Ou seja, a pressão de custos segue presente, prejudicando quem está no setor.
No acumulado anual, o IGP-10 mostra que a deflação persiste: recuo de 0,36%. E se olharmos nos últimos 12 meses, o índice apresenta queda expressiva de 2,53%. Não é todo dia que vemos isso, e essa deflação demanda muita atenção do governo e do mercado. Será que os preços vão cair mais ou a recuperação econômica vai inverter esse quadro?
O cálculo do índice compara os preços coletados de 11 de fevereiro a 10 de março de 2026 com o período de 11 de janeiro a 10 de fevereiro. Fica claro que, no curto prazo, os preços seguem em ritmo de arrefecimento, mas o mercado continua de olho nas variáveis que podem mudar esse rumo a qualquer momento.
Fonte: Infomoney
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