Se você mora em São Paulo, não foi só a conta do supermercado que apertou em março de 2026. A cesta básica do paulistano subiu 2,31% no último mês, passando de R$ 1.281,04 em fevereiro para R$ 1.310,60. É o maior valor registrado desde julho de 2025, quando ela custava R$ 1.325,15. Parece que a famigerada inflação decidiu dar as caras de novo, especialmente no grupo alimentação.
Alimentação: A maior vilã da alta
A pesquisa do Procon-SP, feita em parceria com o DIEESE, destaca que o aumento da cesta vem praticamente do bolso mais vulnerável da população: alimentos, limpeza e higiene pessoal. E o vilão mesmo foi o grupo Alimentação, cujo custo subiu 2,77% em apenas um mês, saltando de R$ 1.096,11 para R$ 1.126,51. O que mais pesou no carrinho? A cebola e o feijão carioquinha—alimentos básicos e tradicionais no prato do brasileiro.
- Cebola: R$ 4,61 o quilo, alta de 21,96%
- Feijão carioquinha: R$ 7,50 o quilo, alta de 13,98%
Por que subir tanto? A safra da cebola terminou no Paraná e Rio Grande do Sul, a oferta no Nordeste está baixa e a qualidade do produto caiu, aumentando o descarte. Já o feijão enfrenta restrição de oferta e problemas na colheita. Resultado? Quem depende desses alimentos sente o aperto direto no bolso.
Uma foto do quadro maior
Se pensou que só março pegou pesado, pense de novo. No acumulado do ano (desde dezembro de 2025), a cesta subiu 1,92%. No entanto, olhando o último ano, houve uma queda anual de 4,02%—um alívio? Nem tanto. Os alimentos que tiveram as maiores quedas foram alho (–38,24%), arroz (–30,73%) e ovos brancos (–27,93%). Isso mostra como o mercado é volátil e que nem sempre a alta é generalizada.
Mas a pergunta que não quer calar é: quando essa oscilação vai impactar o fim do mês da população mais vulnerável, que já sente o peso de tudo que aumenta? O desafio é grande e exige atenção constante.
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