A guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz não estão apenas nos noticiários — já começaram a pesar no bolso do viajante brasileiro, mesmo para voos domésticos. Pasmem, porque, nos últimos 10 dias, o preço médio das passagens nas principais rotas internas subiu cerca de 15%. Parece que a crise global de energia chegou para ficar na conta de todos.
Alta inesperada no preço das passagens
Normalmente, após o Carnaval, os preços das passagens costumam cair, afinal, foi um período de alta temporada. Mas não desta vez. Entre 5 e 15 de março, já após o início do conflito e o bloqueio do Estreito de Ormuz, tudo mudou. São Paulo, por exemplo, teve aumento médio de 36%, com passagens custando R$ 1.338. Recife não ficou atrás, com 22% de alta e preço médio de R$ 1.497. Outras cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador também sentiram o baque.
O combustível é o vilão, claro
O que causa esse reajuste? Simples: o querosene de aviação. Com o petróleo se tornando mais escasso e caro devido ao bloqueio dessa rota vital que movimenta 20% do petróleo mundial, as companhias aéreas brasileiras foram obrigadas a subir as tarifas. A Petrobras já reajustou o combustível em 9,4% só em março. Resultado: Azul, Latam e Gol repassaram parte desse custo ao consumidor, com aumentos que variam de 13,5% a 17%.
Antes da guerra, os preços até caíam
Nos 10 dias anteriores ao estopim das ações militares, os preços estavam em queda. Voos para São Paulo, por exemplo, custavam em média R$ 983, 5% menos que no período anterior. Recife, Rio de Janeiro e Salvador também acompanharam essa tendência positiva para o bolso do viajante. Parece que a guerra trouxe o oposto disso.
Vale a dica: compre agora ou chore depois
Algumas companhias globais já estão subindo preços nas rotas internacionais, e as “taxas temporárias” podem se arrastar por tempo indeterminado. Se você está planejando viagem para os próximos meses, não espere. A alta do combustível é real, e a guerra não tem previsão para acabar tão cedo.
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