Londres, 2 de maio — A Opep+ decidiu, mais uma vez, aumentar as metas de produção de petróleo para junho. Parece ótimo na teoria, não é? Mas a realidade por trás desse anúncio não é tão simples assim. A guerra entre EUA e Irã no Golfo Pérsico segue interrompendo o fornecimento, tornando o aumento muito mais simbólico do que prático, pelo menos por enquanto.
O jogo político por trás da produção
Sete membros da Opep+ — Arábia Saudita, Iraque, Kuweit, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã — concordaram em aumentar a produção em cerca de 188 mil barris por dia em junho. É o terceiro aumento mensal consecutivo. Mas o elefante na sala é que os Emirados Árabes Unidos saíram do grupo no começo do mês. Ainda assim, os outros continuam fechando o acordo, mesmo com a situação tensa no Estreito de Ormuz.
Estreito de Ormuz: A linha de frente
Este ponto estratégico é vital para o fluxo de petróleo mundial. Fechado devido ao conflito, ele trava as exportações da Arábia Saudita, Iraque, Kuweit e dos Emirados Árabes. E o pior: o Irã também está sob bloqueio americano, limitando suas exportações. Resultado? A produção ideal sequer é possível, e o aumento está mais no papel do que nas plataformas.
Preços nas alturas e o que esperar
Os preços já dispararam para mais de US$125 o barril, a maior cotação em quatro anos. A pressão sobre os combustíveis, especialmente o de aviação, vai crescer, ampliando a inflação global. Muito desse cenário é construído pela incerteza do transporte pelo Estreito e as armadilhas geopolíticas.
Mesmo assim, a Opep+ mantém uma postura de rotina: aumenta a produção, sinaliza que está pronta para abastecer mais quando a guerra terminar. Mas será que esse otimismo é realista num contexto onde semanas — ou meses — são necessários para normalizar o mercado?
Enquanto isso, o mundo observa, pagamos a conta nas bombas de gasolina e nos voos. A guerra no Golfo e as políticas da Opep+ mostram, mais uma vez, que petróleo e geopolítica são duas faces da mesma moeda complicada.
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