Não é de hoje que as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) enfrentam um cenário complicado no Brasil, mas os dados mais recentes do Banco Central são um verdadeiro alerta: a taxa de inadimplência entre essas empresas chegou a 6% em março de 2026. É o maior patamar desde fevereiro de 2018. E não para por aí: no que diz respeito aos saldos de maior risco, a inadimplência nas menores empresas alcançou assustadores 9,8%, recorde desde o início do monitoramento, em janeiro do ano passado.
O peso da inadimplência para MPMEs
Enquanto as grandes empresas mantêm os pagamentos atrasados acima de 90 dias em apenas 0,6%, as MPMEs estão claramente num caminho de maior dificuldade. Por que essa disparidade tão gritante? Simples: o acesso ao crédito e a dependência de linhas mais caras e arriscadas tornam as pequenas e médias empresas vulneráveis a qualquer desconforto econômico.
Modalidades de crédito em foco
- A inadimplência no cheque especial, amplamente usado pelos pequenos empreendedores, voltou a crescer, batendo na casa dos 20% após uma breve queda.
- Linhas de capital de giro no teto rotativo alcançaram 8,6%, o nível mais alto desde outubro.
- Já os atrasos no cartão de crédito caíram para 7,5%, um leve respiro após dois meses de alta.
O tamanho do problema
Em março, o total do saldo de crédito para pessoas jurídicas somava R$ 2,692 trilhões, dividido entre R$ 1,226 trilhão em crédito para MPMEs e R$ 1,466 trilhão para grandes empresas. A concentração de inadimplência nas MPMEs mostra que o problema é muito mais sério e exige olhar atento dos agentes econômicos e do setor financeiro.
Fica a pergunta: temos um sistema que adequadamente suporta as necessidades dessas empresas? Ou será que estamos permitindo que as MPMEs afundem lentamente, pressionadas por juros altos e condições restritivas? O dado que salta aos olhos é que, para as pequenas e médias, o crédito está cada vez mais caro e o calote, infelizmente, cada vez mais comum.
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