Se você acha que a inadimplência é um problema que só afeta um grupo pequeno de brasileiros, prepare-se para repensar tudo isso. O cenário financeiro do consumidor brasileiro deu um salto alarmante na última década, e não é para qualquer um ficar tranquilo. Um levantamento da Serasa revela que quase metade da população adulta está com restrição no nome — isso mesmo, metade! E o que chama ainda mais atenção é quem está na linha de frente desse drama: as mulheres agora lideram o ranking dos endividados.
O crescimento desenfreado da inadimplência
De 59 milhões em 2016 para 81,7 milhões em 2026. Um aumento de 38,1% no número de inadimplentes que ninguém pode ignorar. E o problema não está apenas na quantidade de pessoas com a dívida; o montante total saltou 54,9%, chegando a R$ 539 bilhões corrigidos pela inflação. É muito dinheiro parado — ou melhor, perdido — na ponta do consumidor brasileiro.
Mais números assustadores: o total de dívidas ativas subiu de 231 milhões para 332 milhões no mesmo período. Isso fez o valor médio da dívida por pessoa crescer 12,2%, de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13. Não é só que aumentou, é que também pesa mais no bolso de quem menos pode suportar.
População não explica tudo
O aumento da inadimplência não é só efeito do crescimento populacional. Em 2016, 39,2% dos adultos tinham o CPF negativado; agora, em 2026, esse índice está em 49,9%. Isso significa que quase metade dos adultos brasileiros está no vermelho. E detalhe: 48% dessas pessoas recebem até um salário mínimo. Ou seja, a inadimplência é um drama que se concentra — e se agrava — entre os mais pobres.
Mulheres no comando, mas nem no controle
Era o homem que encabeçava a lista de inadimplentes. Em 2016, os homens eram 50,24%, e as mulheres 49,76%. Hoje, esse quadro virou de ponta-cabeça: 50,51% das pessoas com nome sujo são mulheres — mais de 40 milhões delas. Já parou para pensar o que mudaram nesse intervalo para que as mulheres assumissem a liderança desse ranking nada desejável?
Outro dado que não dá pra ignorar: 42% dos inadimplentes de 2026 estavam com o nome restrito já lá em 2016. Isso não é só endividamento, é um ciclo vicioso, um problema crônico que insiste em se repetir.
Parece que os brasileiros ficaram reféns de um sistema que não alivia a pressão sobre quem mais sofre. Se metade da população adulta devia não apenas uma, mas várias vezes, o que esperar para os próximos anos?
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