A guerra no Oriente Médio não está mexendo apenas com as mesas de negociações internacionais ou os preços do petróleo. Ela está batendo forte na porta da H&M, um gigante da moda que vê seus planos de dominação frustrados diante de consumidores cada vez mais contidos. O alerta da varejista sueca não deixou dúvidas: se o conflito se prolongar, a receita e o comportamento do consumidor serão diretamente afetados – e isso, para uma marca que tenta encostar na Zara, é um pesadelo.
O impacto real nos consumidores e no varejo
O CEO da H&M, Daniel Erver, foi direto: se os preços da energia ficarem altos por muito tempo, o consumidor, já cansado da inflação, vai apertar ainda mais o cinto. É praticamente impossível manter o ritmo de compras naquela velocidade habitual quando a energia e o custo de vida sobem. E isso bate justamente numa base cliente da H&M que é mais sensível a preço do que a rival Zara — um detalhe que torna a situação ainda mais delicada.
Lucro cresce, venda decepciona
Curioso? Sim. Apesar do lucro operacional da H&M ter crescido 26% no primeiro trimestre, chegando a US$ 162 milhões, as vendas em moedas locais decepcionaram, caindo 1%. Como pode? O segredo está na operação enxuta, controle rígido de custos e um mix de produtos melhor aceito — mas, mesmo com isso, não basta para desafiar os gigantes chineses do fast fashion, como a Shein. Ou seja, o lucro até sobe, mas o desgaste lá na ponta, com o consumidor, já começa a se mostrar.
Prósperar em meio à turbulência: uma missão quase impossível
Enquanto a guerra no Oriente Médio segue, as pressões de custo não vão sumir. A rival britânica Next já confirmou: a tendência é que os custos e os preços de venda subam, enquanto a demanda cai. O mercado online ultrabarato esmagando preços, o impacto inflacionário, a cautela do consumidor — tudo se combina para deixar a H&M numa posição que beira o desconfortável. É surpreendente, considerando que a coleção primavera foi bem recebida, mas o consumidor não está afim de gastar igual antes. Será que a moda rápida aguenta essa maré?
Por fim, a exposição limitada da H&M ao Oriente Médio — as lojas locais são geridas por terceiros — dá alguma margem de manobra, mas não o bastante para dissipar os riscos. E com a incerteza pairando, cá entre nós, esperar vendas bombásticas em 2026 parece mais aposta do que realidade.
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