Fed pode reduzir juros em 2026 após trégua entre EUA e Irã

JEROME POWELL (FONTE: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/bancos-centrais-globais-defendem-powell-bc-do-brasil-assina-declaracao/)

O cenário econômico global está respirando aliviado após a inesperada trégua no conflito entre Estados Unidos e Irã. Para quem vive de olho na política monetária, essa paz frágil pode ser o gatilho para uma reviravolta no ritmo de juros estabelecido pelo Federal Reserve (Fed) ainda em 2026.

A mudança no jogo das taxas de juros

Antes da trégua, as expectativas para cortes nas taxas de juros durante o ano eram baixas — cerca de 14%, segundo o CME Group’s FedWatch. Os preços disparados de petróleo, consequência direta do conflito, ameaçavam a meta de inflação de 2% do Fed. A inflação alta significa que o banco central tinha pouco espaço para afrouxar a política. Mas agora? As chances de uma redução subiram para 43%, com a taxa projetada para dezembro caindo para 3,5% do atual 3,64%. A pergunta é: por que tanta mudança?

O impacto do cessar-fogo

A sinalização de paz aliviou a pressão sobre os preços do petróleo, reduzindo o espectro de choques inflacionários severos. Isso, claro, reabre caminho para que o Fed ajuste sua postura, que até então era de cautela máxima. Krishna Guha, da Evercore ISI, destaca que o mercado está “descontando” pelo menos um corte ainda neste ano, com espaço para mais, caso as condições continuem favoráveis.

O que vem pela frente?

  • Dados de inflação pelo índice PCE e CPI vão mostrar o impacto real das recentes turbulências nos preços.
  • Policymakers devem manter um tom cauteloso — afinal, a paz no Oriente Médio é ainda “frágil”.
  • Outros bancos centrais, como o Banco da Inglaterra e o BCE, podem seguir o exemplo do Fed com cortes semelhantes.
  • Citigroup aposta em até três cortes, caso a inflação realmente recue e o petróleo caia mais.

Mas será que essa trégua adianta um jogo de paciência para investidores e economistas? O inverno pode estar chegando mais cedo para os juros, retirando o peso da alta inflação do ombro dos bancos centrais — ou é só um breve respiro até as próximas tensões surgirem. Por enquanto, a dança das taxas ganhou um ritmo mais animado, com o Fed possivelmente afrouxando o cinto mais cedo do que se imaginava.

Fonte: cnbc

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