Copel aposta no risco para lucrar com o El Niño e a volatilidade energética

A Copel não está aqui para jogar pelo seguro — pelo contrário. A estratégia da elétrica paranaense é clara: operar com um balanço de energia descontratado para surfar as ondas dos preços altos no curto prazo. E tudo isso enquanto observa de perto as nuvens que o El Niño pode trazer no segundo semestre. Será uma dança arriscada entre aproveitar spikes e se proteger contra quedas abruptas.

Operação descontratada: aposta no inesperado

O CEO Daniel Slaviero e o diretor Rodolfo Lima reforçam que o modelo já vem dando resultado. Em tempos de sistema elétrico brasileiro mais tenso — com corte em geração renovável e risco hidrológico elevado —, a Copel prefere se movimentar rápido no mercado spot, onde a volatilidade é sinônimo de oportunidade. Vender contratos longos? Não faz sentido quando os preços de curto prazo podem ser bem mais atraentes.

Por que evitar contratos longos?

  • Preços menores do que no mercado spot;
  • Maior flexibilidade para capturar picos;
  • Possibilidade de ajustar rapidamente operações conforme cenário climático e hídrico.

El Niño: ameaça ou chance?

Se o fenômeno climático se confirmar com força — como previsto —, pode até complicar o jogo. Chuvas extras no Sul do Brasil devem pressionar os preços para baixo. Mas a Copel não se intimida: pode até comprar energia a preços atrativos, fechando lacunas e aumentando posições. Nada de preguiça, a empresa quer estar pronta para o que vier.

O dilema da aversão a risco

Preços altos e variáveis são a nova realidade. O mercado elétrico brasileiro passou a refletir essa volatilidade graças a um modelo mais avesso a risco, em que cenários de escassez hídrica são levados a sério. Slaviero não vê motivo para mudar o jogo agora — afinal, esse rigor impediu que a situação do Sul fosse ainda pior neste ano.

Quem reclama?

Comercializadores independentes batem o pé dizendo que os preços ficaram imprevisíveis, mas segurar um ambiente estável pode até custar algum desconforto. No fim das contas, segurança vale mais do que simplicidade.

Olhando para além da comercialização

A Copel não está fechada para oportunidades. Aquisição de distribuidoras, investimentos em baterias, geração, transmissão… tudo será avaliado com calma e disciplina. Nada de salto no escuro, mas uma expansão alinhada com conhecimento regional e sinergias.

Afinal, apostar no curto prazo não significa ignorar o longo — é apenas saber jogar com as cartas que o mercado oferece.

Fonte: Infomoney

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