A cigarrinha-do-milho não é só mais uma praga na plantação. Ela virou uma verdadeira pedrada no sapato do agronegócio brasileiro, causando um prejuízo bilionário que não dá para ignorar. Entre 2020 e 2024, o Brasil perdeu em média 22,7% da safra anual de milho, o que, traduzido em dinheiro, equivale a mais de US$ 6,5 bilhões por ano — ou R$ 33,5 bilhões no nosso bolso. Isso não é só dado para assustar; é uma crise que ameaça a segurança alimentar e a competitividade global do país.
O tamanho do estrago
Segundo um estudo da Embrapa, realizado em conjunto com Epagri e CNA, os prejuízos nas últimas quatro safras somam a impressionante cifra de US$ 25,8 bilhões (R$ 133,1 bilhões). Para colocar em perspectiva, são cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos de milho que simplesmente deixaram de ser produzidas.
Por que a cigarrinha voltou com tudo?
Desde 2015, a doença causada pela cigarrinha, incluindo os enfezamentos pálido e vermelho, vem dando um baile nas plantações. Muitos fatores colaboram para essa invasão: a expansão da safrinha, plantios quase o ano inteiro e práticas que facilitam o ciclo da praga. É um cenário perfeito para um desastre onde o controle químico por si só não é mais suficiente.
O controle tem que ser estratégico
O que resta ao produtor? Não dá para ter dó da cigarrinha. Para vencer essa praga, é necessária uma combinação inteligente de práticas:
- Eliminação do milho tiguera para quebrar o ciclo do vetor;
- Sincronização do plantio para evitar que janelas longas sejam um paraíso para a infestação;
- Uso de híbridos resistentes que aguentem o tranco;
- Manejo integrado com controle químico e biológico nos estágios iniciais;
- Monitoramento constante e colaboração entre produtores.
Sem essa mistura, o prejuízo só tende a crescer. Afinal, jogar só com inseticidas é como tentar apagar fogo com gasolina.
O Brasil não pode se dar ao luxo de perder sua força no milho
Como terceiro maior produtor mundial, perder essa guerra contra a cigarrinha é perder posição em um mercado de US$ 30 bilhões previstos para 2025/2026. Isso afeta não só o bolso do agricultor, mas a economia como um todo. É hora de encarar o problema de frente, abandonar soluções paliativas e apostar no manejo integrado e tecnologia.
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