Inflar assim, do nada, não agrada ninguém. Em abril, a inflação no atacado disparou 6% na comparação anual – o maior salto desde 2022. Para quem achava que a pressão nos preços estava diminuindo, a realidade foi um tapa na cara do mercado. Mas o que está por trás dessa alta surpreendente? Vamos destrinchar.
Preços no atacado sob pressão
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) subiu 1,4% só em abril, muito acima da expectativa de 0,5%. Se pensou que era alguma aberracão mensal, cuidado: foi o maior aumento em um mês desde março do ano passado.
- No acumulado de 12 meses, o aumento chegou a 6% – o maior desde dezembro de 2022.
- Excluindo os voláteis alimentos e energia, o núcleo do PPI avançou 1%, quase o triplo da previsão.
Energia: o elefante na sala
A energia foi o vilão que puxou essa alta inesperada. Quase 75% do aumento nos preços dos bens veio da energia, que saltou 7,8% no atacado. E antes que pense em calmaria no posto, a gasolina subiu 15,6%, refletindo as tensões geopolíticas na região do Estreito de Ormuz. Ou seja, o conflito não é só notícia ruim no noticiário, mas começa a afetar direto o bolso.
Mais que petróleo
Mas não é só por conta da energia que os preços estão disparando. Serviços aumentaram 1,2% no mês – o maior avanço desde março de 2022. Os custos de tarifas e comércio também estão pressionando, com margens em equipamentos industriais aumentando 3,5%. Esses dados indicam uma inflação “pegajosa” e que vai além do combustível.
E quais as consequências?
O Banco Central tem o desafio de virar essa maré, mas a inflação persistente, puxada por energia e serviços, não facilita cortes de juros. Na verdade, as chances de alta na taxa básica subiram para cerca de 39%. Ou seja, ajuste monetário pode continuar para tentar domar esses preços.
Enquanto isso, empresas e consumidores que se preparem: a conta da guerra e das tarifas de Trump, ambas agressivas e inesperadas, ainda está por vir – e pode ser salgada.
Fonte: cnbc
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