Impacto das Tarifas Trump nas Exportações Britânicas para os EUA

Quando o presidente dos EUA, Donald Trump, deu o pontapé inicial na chamada “libertação tarifária” em 2025, poucos poderiam prever o impacto duradouro que essa medida teria sobre as exportações britânicas para o mercado americano. O encontro recente entre Trump e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer no G7 mostra que, apesar das negociações, o estrago econômico na relação comercial ainda é sentido profundamente.

A queda brusca nas exportações britânicas

Os dados oficiais do Office for National Statistics são claros: logo após a introdução das tarifas, as exportações de bens do Reino Unido para os Estados Unidos despencaram quase 25%. Um tombo de £1,5 bilhão nada menos. E não é só isso – as exportações de carros, um dos setores mais símbolos da indústria britânica, sequer conseguiram se recuperar em um ano, permanecendo abaixo do nível pré-tarifas.

Um novo desequilíbrio no comércio bilateral

  • Enquanto as vendas britânicas ficam estagnadas, as importações americanas para o Reino Unido começaram a crescer no começo de 2026.
  • Resultado? Um déficit comercial com o maior parceiro do Reino Unido pelo terceiro mês consecutivo.
  • A assinatura de um acordo comercial entre os dois países parecia ser a solução, mas trouxe uma tarifa plana de 10% para os bens enviados dos britânicos aos americanos, eliminando a zona de comércio livre que existia até então.

A simbólica suspensão das tarifas sobre o Scotch whisky

Em meio a tensões econômicas, Trump anunciou recentemente a retirada das tarifas sobre o tão venerado Scotch whisky, em homenagem à visita do Rei Charles III e da Rainha Camilla. Uma medida que toca um setor que emprega 40 mil pessoas e responde por 23% das exportações escocesas. Porém, essa tacada simbólica, embora bem-vinda, está longe de remediar o buraco deixado pela política tarifária.

Samuel Edwards, da Ebury, não tem dúvidas: “Os exportadores britânicos enfrentam o aperto triplo – tarifas mais altas, custos trabalhistas e impostos em ascensão, e pressão nos preços dos insumos. Isso corrói as margens e dificulta competir globalmente.”

Então, será que Trump, com seu estilo disruptivo e imprevisível, está apenas testando a resistência britânica ou preparando o terreno para algo ainda mais desafiador? Enquanto isso, o Reino Unido sente na pele as consequências de um relacionamento comercial agora cheio de regras e taxas.

Fonte: cnbc

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