Crescimento Econômico em Alta, Mas Juros Ajustam o Freio

ECONOMIA (FONTE: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/pib-do-2o-trimestre-demonstra-crescimento-economico-mais-robusto-que-o-projetado-segundo-especialistas/)

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) deu sinais de vida positiva em janeiro, avançando 0,8%. Mas será que esse crescimento é motivo para comemorar? A resposta não é tão simples. O movimento indica expansão generalizada, especialmente nos serviços, indústria e impostos, mas o caldo grosso das taxas de juros restritivas ainda pesa e faz o mercado olhar com cautela para o futuro próximo.

Setores em alta e uma surpresa no campo

O setor de serviços, que parecia arrastar o ritmo no fim de 2025, surpreendeu com um salto de 0,8% em janeiro. A indústria, depois de tropeçar por três trimestres, também voltou a crescer, modestos 0,4%. E os impostos, mesmo com uma queda em relação ao ano anterior, tiveram alta de 0,5%. O que toda essa movimentação diz? Que os motores da economia estão ligados, só que nem todos aceleram da mesma forma.

Quem ficou para trás foi a agricultura e pecuária, com uma queda de 1,5%. Mas isso não é sinal de crise – lembra daquela safra recorde do ano passado? A base de comparação foi alta demais.

O que está por trás do crescimento?

  • O avanço da renda das famílias está impulsionando os serviços;
  • A digitalização da economia e expansão dos serviços empresariais dão um gás;
  • Apesar dos juros altos, a indústria extrativa tem sido um ponto forte;
  • As medidas do governo, como isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, deverão acelerar a atividade durante 2026.

Mas logo, logo já vem a chuva

Não se iluda com o crescimento “robusto”. Economistas como Leonardo Costa e André Valério continuam de olho na desaceleração gradual que ronda a economia. O pico de janeiro pode ser mais um repique do que o começo de uma arrancada constante. Afinal, o consumo de início de ano, influenciado por reajuste do salário-mínimo e isenção do imposto de renda, tende a perder força com o tempo.

A projeção para o PIB até o fim de 2026 não é ruim: entre 1,7% e 2%, segundo XP, Suno Research e PicPay. Mas isso não significa que o Copom vai abrir mão dos juros altos tão cedo. Na verdade, o mercado debate se haverá apenas um corte modesto ou até a manutenção em 15%. Um dilema que mistura inflação, câmbio e o próprio cenário internacional.

O que fica claro é que, mesmo com bons ventos no começo do ano, a economia brasileira ainda navega em mar agitado. Para quem espera um crescimento forte e consistente, prepare-se: o ritmo não será uniforme e os desafios para sustentar o avanço são reais e iminentes.

Fonte: Infomoney

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