Rota Mogiana: leilão bilionário agita a disputa entre gigantes da concessão

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Na sexta-feira (24), o leilão da Rota Mogiana finalmente vai sair do papel. São 504 km de rodovias entre a região de Campinas (SP) e a divisa com Minas Gerais que vão para concessão por 30 anos. E nada menos que quatro grupos bateram o martelo para essa disputa, incluindo nomes tradicionais como a Motiva (ex-CCR) e o fundo Mubadala, dono da MC Brazil Concessões Rodoviárias.

Quem está na corrida?

Além da Motiva e do Mubadala, entram em jogo a EPR Participações e o Consórcio Rota Mogiana, que tem à frente o grupo Azevedo e Travassos. A Ecorodovias, que era dada como certa no início, ficou de fora da disputa. O critério para definir o vencedor? O maior valor de outorga fixa — uma decisão inteligente que deve evitar lances desesperados e garantir contas mais saudáveis no longo prazo.

O que isso significa para o projeto?

São bilhões em jogo — R$ 9,4 bilhões em investimentos que se espalharão por três décadas. Segundo a XP, o projeto tem perfil de alavancagem controlado, começando com EBITDA positivo desde o primeiro dia, apoiado pela entrada em operação das praças de free-flow já no início. O investimento é diluído, com cerca de 43% alocado nos primeiros sete anos, o que tende a amaciar os efeitos no caixa das empresas envolvidas.

Quem sai ganhando?

A TIR (Taxa Interna de Retorno) estimada em 9,41% chama atenção e supera alguns leilões recentes em São Paulo, o que deve atrair ainda mais interesse, afirma a XP. Para empresas como a Motiva, o leilão é especialmente estratégico — é o próximo passo após a Renovias, cuja concessão termina em 2026. Já o Goldman Sachs vê uma TIR um pouco inferior ao padrão recente e prevê competição acirrada que deve limitar a margem de lucro extra.

Então, o que esperar das listadas na Bolsa com este leilão? Motiva e os fundos com presença regional sólida tendem a se posicionar melhor, aproveitando a sinergia e a escala da operação. Enquanto isso, os desafios com nova precificação de pedágios a partir de julho deverão testar a capacidade de gestão financeira dos novos concessionários.

É um segmento com riscos, claro, mas também uma oportunidade rara numa economia que não para de exigir melhorias em infraestrutura para manter o ritmo.

Fonte: Infomoney

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