EUA: Inflação em janeiro desacelera e surpreende expectativas

Quando pensamos em inflação nos Estados Unidos, a expectativa muitas vezes é de que ela continue a crescer sem controle. Pois é, parece que janeiro trouxe uma pequena surpresa. O índice de preços ao consumidor subiu 2.4% em doze meses, um número menor do que o esperado, e isso dá um respiro para quem acompanha a economia de perto.

Os números que chamam a atenção

A inflação ficou 0.3 pontos percentuais abaixo do mês anterior, retornando ao patamar da época em que o então presidente Donald Trump aplicou tarifas agressivas em 2025. Mais relevante ainda é o dado “core”—que exclui comida e energia—subindo apenas 2.5%, a menor alta desde abril de 2021.

  • Inflação geral anual: +2,4%
  • Inflação “core” anual: +2,5%
  • Índice mensal ajustado: alta tímida de 0,2% (geral) e 0,3% (core)
  • Custos de moradia, que pesam bastante no bolso, subiram só 0,2% no mês

O recuo nos preços de energia (-1,5%) e a estabilidade nos carros novos (0,1%) também surpreenderam. E quem diria? Os ovos caíram 7% no mês, encerrando uma alta absurda no último ano.

O que isso significa para o Fed e o mercado

Alívio para o consumidor, especialmente a classe média, certamente. Mas a verdade é que o Federal Reserve ainda caminha na corda bamba. Com inflação persistente acima da meta de 2% e um mercado de trabalho que não impressiona (apenas 15 mil empregos por mês no ano passado), o Banco Central deve manter os juros estáveis até pelo menos junho.

Os mercados reagiram com calma, mas já precificam uma chance maior (83%) de cortes nas taxas no meio do ano. Uma dança delicada, entre controlar a inflação e não sufocar o crescimento. Como disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, não é o crescimento que inflaciona, mas o crescimento que “vaza” para setores sem oferta suficiente.

A inflação começa a mostrar sinais reais de desaceleração, mas o cenário econômico ainda é uma mistura de incertezas e pequenas vitórias. Resta saber como o Fed e o governo vão conduzir essa partida que envolve preços, empregos e consumo.

Fonte: cnbc

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