Desemprego no Brasil: O desafio das mulheres no Nordeste e dos jovens no Sudeste
O Brasil fechou o quarto trimestre de 2025 com uma taxa média de desemprego de 5,1%, a menor da série histórica até então, segundo dados do IBGE divulgados recentemente. Essa diminuição frente ao trimestre anterior (5,6%) parece um alívio à primeira vista. Mas basta olhar com mais atenção para ver que nem todos compartilham desse otimismo. Mulheres da Região Nordeste e jovens do Sudeste continuam enfrentando um desemprego brutal, mostrando que o problema é muito mais complexo do que o simples recuo percentual nacional.
O Nordeste: Um gigante adormecido do desemprego feminino
A Região Nordeste não apenas lidera a taxa de desemprego do país (7,1%), como escancara uma desigualdade gritante entre sexos. Mulheres nordestinas têm taxa de 8,8%, quase 3 pontos percentuais acima dos homens da mesma região. É um paradoxo cruel: justamente onde a economia mais precisa se fortalecer, as mulheres sofrem o maior baque. Isso não é só número; é textura de uma realidade social que exige políticas específicas para inclusão e geração de trabalho.
Sudeste: Jovens à deriva em meio ao progresso
Enquanto isso, no Sul do país, parece haver mais equilíbrio com uma taxa geral de 3,1%, a mais baixa do país. Porém, o Sudeste, mesmo com uma taxa de 4,8%, leva a pior na população jovem de 14 a 17 anos: com incríveis 22,8% de desemprego, os jovens dessa faixa etária estão quase um quarto sem emprego. Você pode até dizer que são jovens “procurando experiência”, mas com números assim, é sinal claro de que o mercado não está oferecendo oportunidades à altura para quem nem sequer completou a maioridade.
Educação e Mercado: Quanto pior o ensino, pior o desemprego
Outro ponto que não dá para ignorar é a ligação direta entre nível educacional e desemprego: quem tem ensino médio incompleto carrega uma taxa de 8,7%; já quem tem superior completo tem menos que um terço disso, apenas 2,7%. E não vamos fingir que essa disparidade é natural. Educação é investimento, e o Brasil ainda paga caro o preço de décadas de descaso.
Embora a queda na taxa geral seja um indicador positivo, ela mascara um fosso enorme e preocupante. O desemprego de mulheres no Nordeste e dos jovens no Sudeste não pode ser varrido para baixo do tapete com números gerais bonitos. É hora de confrontar o que esses dados revelam de desigualdade e agir.
Fonte: Infomoney
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