Crise no Estreito de Ormuz e a Alta do Petróleo: Oportunidades para a China

PETRÓLEO (FONTE: https://china2brazil.com.br/petrochina-triplica-lucro-liquido-veja-as-tres-principais-razoes-para-seu-crescimento)

O recente conflito no Irã paralisou o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz e desencadeou uma intensa alta nos preços do petróleo, reacendendo o foco nos gigantes chineses do setor. Com cerca de 20% do petróleo mundial passando por ali, a interrupção não é uma notícia boa para ninguém, mas olha só, para a CNOOC e a PetroChina as coisas podem parecer até promissoras.

Impacto da alta no petróleo para a China

Na última semana, o Brent teve uma valorização espetacular de 28%, a maior em mais de dois anos. O petróleo americano também não ficou para trás, registrando seu maior salto histórico. Goldman Sachs estima que, se o fluxo diminui pela metade durante um mês e fica 10% menor por quase um ano, o Brent pode superaquecer a casa dos US$ 100 por barril.

CNOOC e PetroChina: quem ganha com isso?

Mesmo com o Brent girando entre US$ 80 e US$ 90, essas duas estatais chinesas podem ver um aumento superior a 10% em seu fluxo de caixa anual. A CNOOC, com foco em exploração offshore e parcerias internacionais, e a PetroChina, mais concentrada no mercado interno e na cadeia de refino e distribuição, receberam recomendações de compra dos analistas. Notou que as ações delas já bateram máximas de 52 semanas? Isso não é coincidência.

Não é festa para todos

Já a Sinopec, a maior refinadora do mundo recém-coroada também como líder em produção química, não compartilha da mesma sorte. A fórmula chinesa de controle de preços, que ignora custos grandes como frete internacional em alta, pesa contra seus ganhos. Resultado? Expectativa negativa mesmo com a alta do petróleo.

O lado econômico da crise

China é a maior importadora global de crude, mas tem seu pé no carvão e está investindo pesado em renováveis. Mesmo assim, o fato de 6,6% da energia do país vir do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz não é dado para desconsiderar. A decisão de suspender exportações de diesel e gasolina mostra preocupação real com o abastecimento, um sinal de nervosismo.

Enquanto isso, investidores americanos enfrentam restrições na compra de ações da CNOOC, mas PetroChina fica livre dessas amarras. O mercado asiático desse setor ainda está barato em comparação com seus pares ocidentais como Chevron e Exxon.

Será que essa tensão vai garantir lucros robustos para os gigantes chineses? Olha, só o tempo dirá, mas a movimentação é clara: em crise, oportunidades disfarçadas surgem.

Fonte: cnbc

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