Choque da gasolina nos EUA: susto no bolso ou ameaça real à economia?

Diretor do Fed Christopher Waller durante conferência, em Nova York, nos EUA 12/11/2024 REUTERS/Brendan McDermid

O recente aumento dos preços da gasolina nos Estados Unidos tem causado um incômodo imediato no bolso do consumidor, mas será que esse choque vai bagunçar toda a economia de uma vez por todas? Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, aposta que não. Segundo ele, o impacto deve ser pontual e não duradouro, o que nos leva a questionar: por que tanta preocupação, então?

O choque do petróleo e a reação do Fed

Desde que os ataques aéreos dos EUA contra o Irã começaram, o barril de petróleo saltou para quase US$ 90, vindo de US$ 72. Consequência direta? A gasolina subiu cerca de 10%, passando de menos de US$ 3 para US$ 3,32 o galão. É um aumento que, para muitos, soa como um soco no estômago na hora do abastecimento.

Por que o Fed não vê motivo para pânico?

  • Waller destaca que essa alta é um evento isolado, diferente das crises da energia nos anos 1970, que se prolongaram em ondas.
  • Para o Fed, os preços voláteis de gasolina e alimentos fazem parte do ‘núcleo’ da inflação, que é justamente o que excluem para evitar uma análise distorcida dos dados.
  • A expectativa é de que, em algumas semanas ou meses, os valores se estabilizem e não se espalhem pela economia como um vírus.

Mas e se esse choque virar algo mais permanente?

É justamente esse o ponto que Waller mantém no radar: se a alta do petróleo persistir, aí sim a coisa pode se complicar. Ainda não há previsão para a duração do conflito no Oriente Médio, e o movimento no Estreito de Ormuz deixa o mercado de nervos à flor da pele.

O cenário incerto faz os investidores desacreditarem em mais cortes nas taxas de juros do Fed por enquanto — afinal, política monetária não se mexe por capricho, mas por necessidade real.

Em resumo, o aperto no bolso dos americanos pode ser um susto passageiro, não a nova realidade. Será que dá para respirar aliviado? Por enquanto, parece que sim. Só que com o olho grande na próxima manchete.

Fonte: Infomoney

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