Brasil avança com tarifas zero dos EUA e abre voo para exportações
Quando o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, avaliou a derrubada das tarifas nos Estados Unidos como positiva para o Brasil, ele não estava apenas distribuindo um simplório alento. A decisão da Suprema Corte americana, que iguala a alíquota sobre produtos brasileiros à aplicada a outros países, tem o poder de mexer no tabuleiro do comércio internacional com consequências reais para nossa indústria e exportações.
O que muda com a redução das tarifas nos EUA?
Alckmin destacou um ponto crucial: agora que a alíquota é uniforme para todos, o Brasil não perdeu competitividade. Antes, enfrentávamos uma taxa mais alta, o que prejudicava setores-chave como o de combustível, carne, café, suco de laranja, celulose e aeronáutica. O exemplo da Embraer é emblemático: não faz sentido fabricar aviões para vender só para o mercado interno brasileiro. A tarifa de 10% para aeronaves caiu a zero, o que pode impulsionar significativamente nosso setor aeronáutico, que é altamente dependente do comércio exterior.
Seção 232 e Seção 301: barreiras ainda em debate
Claro, a situação não está resolvida para todos os produtos. As tarifas sobre aço, alumínio e cobre, impostas na Seção 232, continuam valendo para todos os países, o que tira desigualdades, mas mantém a barreira. Já a Seção 301, que traz preocupações para o Brasil – especialmente por sua influência em outros setores –, ainda deve ser discutida e esclarecida, principalmente com a aproximação da viagem do presidente Lula aos EUA em março.
Mercado que não para de crescer
Enquanto isso, o Brasil vem mostrando resiliência e diversidade em seus mercados. Em 2025, bateu recorde histórico, superando US$ 348 bilhões em exportações mesmo diante do “tarifaço” de Trump. E a expectativa é que o acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve ser aprovado em breve, abra novas portas para um mercado gigantesco de mais de US$ 22 trilhões e 720 milhões de consumidores.
Se o Brasil quer manter seu ritmo e crescer na economia global, é óbvio que precisa aproveitar janelas como essa da tarifa americana zero em vários setores. Afinal, concorrência é cruel, e o jogo não espera – quem ficar parado perde terreno.
Fonte: Infomoney
—-
Aviso Legal: Este conteúdo tem fins exclusivamente educativos e informativos. As informações aqui apresentadas não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. Investimentos envolvem riscos e decisões devem ser tomadas com base em sua própria análise ou com o auxílio de um profissional certificado.
O site https://calculadoraporcentagem.com.br preza pela transparência, porém, não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base neste conteúdo. O mercado financeiro é volátil e cada estratégia deve ser individualizada. Antes de investir, consulte um assessor de investimentos credenciado pela CVM.



Publicar comentário