Bolsas Europeias Reagem em Meio à Tensão no Oriente Médio

(Imagem: Adobe Stock)

As bolsas europeias dão sinal de vida em meio à tensão no Oriente Médio

Depois de dias difíceis, as bolsas da Europa finalmente resolveram mostrar alguma força na quarta-feira, 4. É aquela história: o mercado não gosta de crises, mas também não pode ficar parado. Os investidores respiraram um pouco aliviados com fotos que chegam do Oriente Médio, enquanto tentam decifrar o que virá dos números econômicos europeus e da próxima ata do Banco Central Europeu (BCE).

Mercado em alta, mas o que sustenta essa recuperação?

  • Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,80%, tocando 10.567,65 pontos.
  • Frankfurt viu o DAX disparar 1,79%, chegando a 24.216,26 pontos.
  • Paris acompanhou com o CAC 40 em alta de 0,79%, aos 8.167,73 pontos.
  • O FTSE MIB em Milão avançou 1,95%, puxando para 45.336,88 pontos.
  • Já em Madri, o Ibex 35 ganhou fôlego e subiu 2,56%, a 17.498,80 pontos.
  • Lisboa fechou o dia com alta modesta de 0,59%, no PSI 20, aos 8.931,27 pontos.

Essa reação vigorosa teve um gatilho curioso: uma notícia do The New York Times que dizia que agentes iranianos teriam tentado contato indireto com a CIA. Tudo para acalmar os ânimos, certo? Ledo engano. Logo após, o Irã negou categoricamente a história, dando um balde de água fria no otimismo.

Entre gás, defesa e gigantes do esporte

Enquanto a incerteza geopolítica continua fazendo o mercado segurar o fôlego, a União Europeia resolveu alertar sobre a disparada dos preços do gás. Mas calma, não há ameaça imediata ao abastecimento e nenhuma resposta emergencial está no radar, ao menos por enquanto.

Curioso notar que o setor de petróleo e gás, que geralmente engata a marcha com crises, perdeu 0,2%. O mercado aposta mais na fala firme da chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, que defendeu mais investimentos em defesa para a Europa — e o setor de defesa correspondendo, disparando 2,59%.

Nem tudo são flores: a Maersk perdeu quase 2% depois de suspender a aceitação de cargas para países do Oriente Médio. E Adidas? Caiu 3% após frustrar expectativas, o que derrubou também a Puma em 0,7%. Nem tudo sobe — e isso mantém o jogo interessante.

E no fundo, o que isso tudo diz? Que vez ou outra, o mercado prefere seguir o “medo cauteloso” com um pé no gatilho, esperando o próximo capítulo da novela geopolítica e econômica.

Fonte: Infomoney

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