Não é todo dia que se vê o CEO de uma gigante da tecnologia, como Jensen Huang da Nvidia, falando em viajar com Donald Trump para a China e, ao mesmo tempo, ficar de fora da comitiva oficial. A mistura de política e economia nunca foi tão clara quanto na relação entre Estados Unidos e China, especialmente no campo dos semicondutores, onde Nvidia reina soberana.
Trump em Pequim: o que está em jogo?
Donald Trump desembarca em Pequim para uma reunião histórica com Xi Jinping, numa tentativa de moldar o futuro das relações bilaterais. Entre os mais de uma dúzia de executivos americanos que o acompanham, nomes como Elon Musk, Tim Cook e Cristiano Amon estão no front, mas Jensen Huang, que sabe como poucos o mercado chinês, ficou de fora.
Por quê? Simples. As vendas da Nvidia na China, que já representaram um quinto da receita no segmento de data center, enfrentam barreiras duras desde as restrições imposta pelos EUA. As versões mais avançadas dos chips, essenciais para treinar inteligência artificial, ainda não receberam autorização para entrar no país asiático. Assim, o CEO reconhece que sua presença na comitiva não garantiria vantagens concretas.
A realidade da “decoupling” tecnológica
Especialistas afirmam que a rivalidade tecnológica entre as duas maiores economias do mundo está longe de amainar. Pelo contrário, o afastamento (“decoupling”) tende a se intensificar. Nvidia sente isso na pele, pois suas soluções mais sofisticadas são exatamente as que os EUA não querem deixar chegar à China.
O jogo vai muito além de negócios. É geopolítica bruta, onde a tecnologia é arma estratégica. Huang sabe que, por mais que queira estreitar relações e “representar os EUA com honra”, a retomada dos volumes de venda em território chinês está distante.
Trump e sua delegação em Pequim deixam claro que nem toda empresa pode se beneficiar dessa cúpula. A Nvidia, por sua vez, mostra que a linha divisória entre política e mercado está mais invisível (e firme) do que nunca.
Fonte: cnbc
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