A inflação não dá trégua para o bolso do brasileiro, mas, pelo menos, tem um alívio naquele momento sagrado da semana: o churrasco em casa. Depois de meses com preços nas alturas, a carne – principalmente os cortes nobres – finalmente deu uma boa recuada em 2026. A cerveja, fiel parceira da brasa, parou de subir e até deu uma estabilizada. Essa é a boa notícia no meio da crise econômica, conforme levantamento recente da Neogrid, que analisou nada menos que 40 milhões de notas fiscais em todo o país.
Carne menos salgada no preço
Se você achou que a picanha estava inacessível, prepare-se: o preço do quilo despencou de R$ 81,86 em abril de 2025 para R$ 60,70 agora, uma queda de quase 26%. Um alívio para quem ainda arrancava os cabelos ao ver os R$ 76/kg do começo deste ano. Outros cortes premium, como fraldinha e costela, também desceram a ladeira dos preços — fraldinha caiu quase 39%, custo que antes parecia impossível, hoje é menos pesado no orçamento.
Claro, nem tudo ficou barato. Maminha e alcatra tiveram aumento, mas nada que bata no desespero da inflação passada. O frango também brigou para custar menos: o inteiro baixou quase 13%, fazendo aquela troca estratégica na churrasqueira parecer mais viável. Linguiças? Estáveis, nem para cima, nem para baixo.
Cerveja e vinho: o brinde da estabilidade
Para acompanhar a carne, custa dizer que a cerveja vai ficar mais cara. A chamada cerveja clara mal subiu (apenas 0,7%), enquanto a artesanal até recuou 4,6% depois dos altos e baixos típicos do verão e festas. No campo dos vinhos, os importados recuaram 4,5%, e os nacionais ficaram praticamente no mesmo patamar. Ou seja, o brinde pode ser feito sem puxar tanto a carteira.
Varejo em alerta
Mas nem tudo é festa para os lojistas. Com o endividamento da população batendo à porta e o peso dos juros, o consumo ainda é uma faca de dois gumes. Porém, eventos como a Copa do Mundo podem inflar a demanda — e o varejo precisará estar esperto, com estoque e reposição na linha para não perder o bonde.
Assim, o cenário das proteínas bovinas e das bebidas indica um leve respiro na inflação dos churrascos, uma chance real do brasileiro segurar a empolgação sem estourar o orçamento.
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