UBS BB Pisca o Freio: Cortes na Selic Serão Menores, Mas Real Segue Forte

O Banco UBS BB revisitou seu roteiro para a Selic e, ufa, parece que a expectativa de cortes mais agressivos ficou no passado — pelo menos por enquanto. Depois do Banco Central anunciar uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica, o banco suíço decidiu pisar no freio, apostando agora em diminuições menores nas próximas reuniões. Mas será que essa cautela esconde alguma tensão maior no horizonte?

Selic: cortes menores, mas ainda em jogo

Nas reuniões de junho e agosto, a previsão do UBS BB caiu para cortes de 0,25 ponto percentual, um recuo frente aos 0,50 pontos que estavam na mesa. Tudo culpa do petróleo, ou melhor, do preço alto do barril de Brent, que insiste em não cair de forma consistente abaixo dos US$ 90. Até que isso aconteça, o Banco Central vai manter a pressa contida.

Em setembro, a aposta é de que o BC possa acelerar um pouco, com corte de 0,50 ponto percentual, porém depois disso, o jogo muda. O desenrolar fiscal, especialmente em um ano eleitoral, pode puxar o freio de mão e deixar o ritmo de cortes no banco de reservas. Não é à toa que o UBS BB diz que há espaço para mais alívio monetário, afinal, a taxa real brasileira ainda está lá por volta dos 10% ao ano, bem acima do neutro estimado em 6%.

Real forte: um protagonista que não se entrega

Apesar do afrouxamento mais tímido, o real segue como a joia da coroa para o UBS BB. A combinação de um Banco Central que não se precipita e um petróleo alto cria um ambiente bastante favorável para a moeda brasileira — e isso sem falar na vantagem do perfil exportador do país. Quando a energia sobe, o Brasil ganha; e quando a calma volta ao cenário global, o apetite por risco melhora e o real também se valoriza.

Títulos longos: a janela que não fecha

Quem pensa que a cautela se traduz em pessimismo nos juros longos está enganado. O banco suíço segue comprado em papéis de dez anos, confiando no potencial desses ativos mesmo após o recente movimento nas taxas. O risco fiscal de curto prazo, segundo os analistas do UBS BB, é contido e as eleições de 2026 criam um cenário que pode favorecer o bom desempenho desses títulos.

Por fim, vale lembrar que o Banco Central está aberta a ajustar não só a velocidade, mas o tamanho total do ciclo de cortes. Então, nada está completamente decidido — e acompanhar o desdobrar dos próximos meses será fundamental para entender para onde vai o real, a Selic e, claro, os juros longos.

Fonte: Infomoney

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