Taxa das Blusinhas: A defesa que protege R$ 4,5 bi e 135 mil empregos

A chamada “taxa das blusinhas” virou o centro das atenções no debate econômico brasileiro. Num momento em que as importações de pequenos produtos vinham crescendo a olhos vistos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) traz números que pesam na balança: o imposto de importação de 20%, criado para regular as compras internacionais de até US$ 50, evitou a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados e ajudou a proteger mais de 135 mil empregos no país.

O peso real da “taxa das blusinhas” na economia

Desde agosto de 2024, quando essa taxa foi implementada, o número de remessas sob o programa Remessa Conforme caiu quase 11%, conforme aponta a CNI. Em vez dos 205,9 milhões estimados sem o imposto, apenas 159,6 milhões de pacotes chegaram ao Brasil em 2025 — uma retração que mostra a eficácia da medida para conter a entrada descontrolada desses pequenos produtos.

Empregos e competitividade em jogo

Não é só um imposto, é uma estratégia para equilibrar o jogo. Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI, deixa claro: a meta não é tributar o consumidor, mas preservar a indústria nacional frente à concorrência desigual. O setor produtivo brasileiro sempre pagou impostos como IPI, ICMS e PIS/Cofins, enquanto as pequenas importações entravam praticamente de graça, criando um ambiente injusto para quem produz aqui.

O resultado? A CNI estima que a taxa ajudou a manter quase 136 mil empregos e evitou uma fuga de R$ 19,7 bilhões na economia. Além disso, a arrecadação com o imposto saltou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, reforçando a relevância fiscal da medida.

Uma polêmica que não vai desaparecer tão cedo

O governo, inclusive, esfrega as mãos diante da pressão eleitoral e já discute derrubar a taxa. Mas será que abandonar essa proteção faz sentido no meio da competição global? Geraldo Alckmin, vice-presidente, lembra que a decisão foi do Congresso, e o governo ainda não chegou a um consenso.

Enquanto isso, o debate segue quente. A CNI não se cansa de lembrar que o verdadeiro vilão era o “de minimis” — aquela isenção que virou brecha para artifícios como subfaturamento e fracionamento de remessas. Queremos importação, sim, mas justa e que não pisoteie a produção nacional.

É uma conversa que vai muito além do valor dos pacotes: trata da equidade, da manutenção do emprego e da saúde da indústria que faz o Brasil girar.

Fonte: Infomoney

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