Investidor Estrangeiro Ignora Guerra e Abastece a Bolsa Brasileira

BOLSA BRASILEIRA (FONTE: https://monitormercantil.com.br/sicoob-entra-no-segmento-de-listados-na-b3/)

A guerra no Oriente Médio mexeu com os nervos dos investidores no mundo todo. Um caos geopolítico que normalmente faria capital fugir em disparada. Só que, para surpresa de muitos, o investidor estrangeiro segue firme na B3, a Bolsa brasileira. Em março, mesmo após o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã começar, o saldo de investimento estrangeiro caminha para positivo, chegando a impressionantes R$ 7,05 bilhões até o dia 24 — mais que o dobro de março do ano passado.

Um trimestre para ninguém botar defeito

O primeiro trimestre de 2026 já acumula R$ 48,7 bilhões de entrada de recursos. Nada mal, hein? Pode até bater a marca de 2022, que teve R$ 65,3 bilhões, puxada pelo boom das commodities em meio à guerra na Ucrânia e juros nas alturas aqui, enquanto eram baixíssimos lá fora. Mas, agora, o jogo é diferente.

O que está atraindo o investidor?

  • A relação preço-valor das ações brasileiras está mais convidativa que a dos Estados Unidos ou dos emergentes em geral.
  • A Selic começou a apertar o freio e caiu para 14,75% ao ano, sinalizando espaço para afrouxamento monetário.
  • A eleição presidencial de 2026 traz uma expectativa de mudança que todo investidor gosta: cenário político que pode dar um norte novo às contas públicas.

Fernando Siqueira, da Eleven Financial, reforça que parte do capital estrangeiro está saindo das bolsas americanas, cansadas de pagar caro e ainda sofrer com resultados ruins e a imprevisibilidade de Donald Trump.

Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital, não tem dúvidas: “a Bolsa brasileira está descontada, e o juro real elevado ainda é um ímã para os gringos”. Claro, se a guerra não piorar e não inflar os preços ao ponto de não dar mais para digerir o cenário.

O que esperar?

Se o conflito se acalmar com um cessar-fogo, como já começam a discutir os EUA, a procura por dólar e Treasuries pode diminuir e parte desse dinheiro buscar destinos emergentes, como o Brasil. João Daronco, da Suno Research, é otimista nesse ponto.

Mesmo com a taxa Selic caminhando para 12,50% no fim do ano, ela permanece alta frente aos 3,50% a 3,75% lá fora — um diferencial que pesa na decisão do investidor global.

Matheus Spiess, da Empiricus, lembra que a diversidade geográfica do portfólio fala mais alto frente ao clima ainda incerto. “Os ativos brasileiros estão baratos, a taxa de juros vai cair, e vem aí um rali com as eleições.”

E é isso. A combinação Selic em queda, um processo eleitoral palpitante e preços de ativos baixos formam um cenário que, mesmo com a guerra de pano de fundo, tem tudo para manter o investidor estrangeiro grudado na nossa Bolsa.

Se isso é bom ou ruim? Bom para o investidor que busca oportunidade – e uma boa história para contar.

Fonte: Infomoney

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