O conflito entre os Estados Unidos e o Irã entra na quinta semana, e a conta está chegando para o consumidor americano. Não pense que a dor vai ficar só no preço do combustível; o impacto vai do seu bilhete aéreo à encomenda que você espera pelo correio.
O petróleo queima no bolso
Com o bloqueio do Estreito de Hormuz, um dos principais canais para o transporte de petróleo, os preços do barril — especialmente do Brent — dispararam mais de 55% em março, numa espiral que não tem previsão para acabar. Para se ter uma ideia, nos EUA, a gasolina já beira os US$4 por galão — um aumento brutal de 33% em apenas um mês, algo que não se via desde a invasão da Rússia à Ucrânia.
Transporte e entrega fazem a festa para o petróleo
O United Airlines já avisou: vai cortar voos menos lucrativos em horários alternativos, preparando-se para uma conta de combustível que pode aumentar em US$11 bilhões — o que equivale ao dobro de seus lucros nos melhores anos. E se você achava que ainda dava para fugir do impacto, o que dizer do Serviço Postal dos EUA, que quer colocar uma sobretaxa de 8% para compensar o aumento dos custos com diesel, atingindo diretamente quem espera encomendas em casa?
Não para por aí. Gigantes do frete como FedEx e UPS já ajustaram suas tarifas para driblar o preço absurdo do combustível. E, para amenizar, empresas como DoorDash e Lyft lançaram programas de “alívio” para os motoristas, que carregam a fatura no próprio tanque — afinal, quem trabalha como autônomo mal consegue repassar tudo para o cliente.
Economia e confiança: sinais de alerta
Ninguém está otimista. O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan despencou quase 6% em março. A economia parece um barco à deriva, com preços saltando e salários congelados, enquanto a guerra assombra no horizonte.
War is bad for business, e os salários ajustados pela inflação são pífios ante o preço do combustível, compensação que poucas indústrias conseguem bancar sem repassar custos. É o caso da 3M, que já até ameaça aumentar preços devido ao custo elevado de produção influenciado pelo óleo.
É duro, ninguém quer sentir o aperto, mas o preço do barril está ditando o ritmo. Prepare o bolso — e o espírito — para tempos difíceis, porque o balanço dessa guerra vai pesar no seu dia a dia.
Fonte: cnbc
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