Se você pensou que os ovos haviam sossegado a inflação entre 2024 e 2025, está muito enganado. Em São Paulo, eles voltaram a ser o verdadeiro vilão do bolso do consumidor. A última pesquisa da cesta básica realizada pela Fundação Procon-SP não deixou dúvidas: o preço da dúzia disparou 9,21% entre janeiro e fevereiro, chegando a R$ 10,44. Enquanto isso, o índice geral da cesta subiu modestos 0,31%. Por que os ovos? A culpa é da exportação aquecida e da demanda interna em alta, segundo o órgão.
O “boom” das proteínas e seus custos
Gesner Oliveira, economista da FGV, nos lembra que o consumo per capita de ovos no Brasil chegou a impressionantes 287 unidades em 2025, um salto de 33,4% desde 2015. Isso mostra que o ovo virou praticamente uma estrela no cardápio dos brasileiros, impulsionado pelo “boom das proteínas”. Mas não é só isso: os custos de produção, especialmente ração e energia, não param de subir. Resultado? Uma receita perfeita para a pressão inflacionária nessa proteína tão básica.
O impacto direto no orçamento
A alta constante do ovo não afeta só o preço na prateleira. É o puro reflexo do que chama a atenção de economistas: mexe forte no bolso de quem menos pode pagar. Quem cuida do orçamento familiar sabe que itens essenciais como o ovo têm peso desproporcional no carrinho, fazendo a sensação de perda do poder de compra ficar mais aguda a cada mês.
Outras surpresas na cesta básica
O cenário não para por aí. O extrato de tomate teve uma alta de 8,78% em fevereiro, influenciada pelas chuvas que prejudicaram a qualidade da safra. O feijão, esse velho conhecido do brasileiro, também aumentou 6,30%, pressionado por uma oferta restrita e quebra na colheita. Não menos importantes, produtos de limpeza como limpa multiuso e água sanitária também subiram, reforçando o aperto no orçamento doméstico.
O que fazer? A resposta não é simples. Mas fica claro que, enquanto fatores externos e internos comprimirem a oferta e aquecerem a demanda, o consumidor comum será quem sai perdendo nessa luta.
Fonte: Infomoney
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