Gasolina Cara e Inflação em Alta: EUA Sob Pressão Geopolítica
Os preços ao consumidor nos Estados Unidos continuam a desafiar a paciência dos consumidores, impulsionados pelo custo cada vez mais elevado da gasolina em meio às tensões crescentes no Oriente Médio. Em fevereiro, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,3%, conforme divulgado pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, repetindo a alta de 0,2% em janeiro e alinhando-se às expectativas do mercado. No entanto, o cenário para março já sinaliza pressões inflacionárias ainda maiores, principalmente por conta do conflito geopolítico que eleva os preços do petróleo.
O peso do petróleo e da gasolina no bolso do americano
Desde o início da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, os preços da gasolina dispararam mais de 18%, chegando a US$ 3,54 por galão, impactando diretamente a inflação mensal. O barril de petróleo ultrapassou a barreira dos US$ 100, novidade não tão nova para quem acompanha os mercados energéticos, mas que ainda assim estremece a economia. Embora tenha recuado temporariamente após declarações otimistas do então presidente Donald Trump, a volatilidade do preço do petróleo mantém a inflação sob pressão.
Tarifas e inflação: uma dupla difícil
Além do petróleo, o repasse das tarifas adotadas por Trump, mesmo enfrentando limitações legais, segue afetando os custos gerais. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia e costuma ser um termômetro mais estável, cresceu 0,2%, pressionado especialmente pelo custo dos aluguéis e veículos usados, embora tenha registrado uma pequena desaceleração neste último item.
Perspectivas do Federal Reserve
A inflação acumulada em 12 meses até fevereiro permanece em 2,4%, uma taxa que ainda está acima da meta de 2% do Fed, mas que, para muitos economistas, sugere cautela nas políticas monetárias. O Federal Reserve deve manter sua taxa de juros na próxima reunião, mas o olhar estará atento aos próximos dados, especialmente em função do conflito internacional que promete mexer ainda mais com os preços.
Portanto, não é surpresa que o consumidor americano sinta no bolso o impacto imediato das crises geopolíticas e das decisões internas. A inflação voltou com força e promete não dar tréguas tão cedo.
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