Mercado de Trabalho 2026: Fôlego Inicial, Desafios à Frente

Carteira de trabalho (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O mercado de trabalho abriu 2026 com fôlego, mas o que vem por aí?

Janeiro começou surpreendendo os economistas com a criação de 112.334 vagas formais de emprego. Nada mal, não é? São mais de 2,2 milhões de admissões contra pouco mais de 2 milhões de desligamentos. O saldo positivo superou até as expectativas mais otimistas, que apontavam para algo entre 92 mil e 95 mil novas vagas. Afinal, quem não gosta de começar o ano com boas notícias no emprego?

A recuperação após um dezembro turbulento

A alta surpreende, principalmente porque dezembro fechou com saldo negativo, de -42 mil vagas. Para muita gente, isso parecia uma sinalização ruim. Mas, segundo a XP, era apenas uma questão sazonal — os feriados de Natal e Ano Novo no meio da semana bagunçaram o ritmo. Janeiro serviu, assim, para a “compensação” dessa queda.

Todos os setores deram um passo à frente na virada do ano. Serviços, comércio, construção e indústria mostraram recuperação, com a indústria liderando com quase 55 mil novos empregos. A agropecuária se manteve estável e o comércio, contra o esperado, perdeu postos — algo já tradicional para janeiro.

O lado menos animador: desaceleração e salários

Agora, nem tudo são flores. O crescimento salarial ficou bem tímido. Enquanto o salário médio de admissão cresceu 6,1% nominalmente, isso ainda representa uma queda real de 0,1%. Ou seja, o trabalhador mal sentiu no bolso essa recuperação.

Mais importante: o ritmo de criação de empregos está desacelerando. O saldo anual atingiu o menor patamar desde 2021. E, mesmo com o mercado ainda aparente robusto, especialistas alertam que a economia caminha para um crescimento mais lento e contratações mais moderadas no decorrer do ano.

Perspectivas para 2026: otimismo com cautela

O mercado formal segue sendo o bastião de resistência na geração de empregos. A XP projeta algo em torno de 900 mil novas vagas este ano e uma taxa de desemprego próxima de 5,6%. Será que isso basta para sustentar o otimismo diante dos ventos mais frios da economia? É difícil dizer.

Mas, uma coisa é certa: o mercado de trabalho brasileiro começa 2026 com fôlego, ainda que deva desacelerar. Questiono, porém, se esse fôlego vai segurar o ritmo necessário para sustentar um crescimento mais vigoroso no longo prazo. Ficar de olho no desenrolar desse ano é imperativo para entender o rumo que o país vai tomar.

Fonte: Infomoney

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