Pix por Aproximação: Um Ano de Desafios e Baixa Adoção

Ilustração de smartphone exibindo o aplicativo Pix com opção de pagamento por aproximação (NFC), representando o Pix por aproximação um ano após lançamento – imagem gerada por IA

O Pix por aproximação completou um ano neste sábado (28) e, surpresa: o destaque não é o sucesso, mas a resistência dos usuários. Afinal, alcançar apenas 0,01% do total de transações Pix em janeiro é um resultado que deixa claro que ninguém está correndo para aproximar o celular da maquininha. E o valor movimentado via essa modalidade? Ridículo perto dos trilhões do Pix tradicional.

Por que o Pix por aproximação não engata?

O problema não é só a novidade, é o próprio Banco Central, que impõe limites rigorosos de segurança — tipo um teto de R$ 500 por transação para quem usa Google Pay. Quer fazer algo além disso? Bom, aí depende do banco, e nem sempre a configuração é fácil ou clara para o usuário comum.

Gustavo Lino, da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), defende que o potencial é enorme, especialmente no ambiente corporativo e em pontos de venda com filas grandes. Mas olhar só para isso é ignorar que, para o consumidor final, a pegada do Pix por aproximação ainda é morna — a rapidez prometida ainda não virou rotina.

Meio milhão por transação? Será que vale a pena?

Acostumado a abrir app, escanear QR e digitar senha, o consumidor pode não ver muita vantagem em ativar o NFC, abrir apps diferentes e encostar o telefone – especialmente se teme golpes. No fundo, o medo de fraudes e os limites operacionais travam a adesão.

Para piorar, um aviso: algumas instituições usam o Pix por aproximação para vender pagamentos com cartão de crédito e aí vem o tal juros – olha a dor de cabeça pra quem só queria pagar rápido.

O futuro do Pix por aproximação

A curva de crescimento existe, não vamos negar. De 35 mil transações em julho de 2025 para mais de 1 milhão em janeiro, dá pra ver movimento. Mas é lento demais para o setor que sonha com inovação e praticidade.

Se a oferta amadurecer, suportar novos usos e preservar a segurança, quem sabe o Pix por aproximação se torne o herói das filas — ou do pagamento corporativo. Até lá, ele é mais um coadjuvante nessa novela do dinheiro digital.

Fonte: Infomoney

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