IA e o medo dos mais ricos no trabalho do futuro
Vivemos numa era onde a inteligência artificial (IA) mais assusta do que encanta, principalmente para quem ganha mais. Parece contraditório, mas é isso: os empregos de alta renda estão sendo grudados como cola, porque o medo de virar peça obsoleta no tabuleiro digital está mais forte do que nunca.
O mercado de trabalho sob a sombra da IA
Pesquisas recentes, como a University of Michigan Survey of Consumers, mostram que a confiança dos trabalhadores mais bem remunerados está em níveis historicamente baixos, numa queda que não se via desde os anos 1970. Já a pesquisa mensal do Federal Reserve de Nova York revela um medo recorde de desemprego nesse grupo.
Por que o medo é maior entre os mais ricos?
A resposta, segundo Arend Kapteyn, economista chefe do UBS, está na ameaça direta: empregos em finanças, tecnologia e serviços empresariais são os mais expostos ao avanço da IA, e a rotatividade nesse setor está na mínima história, segundo dados da ADP. Não sai ninguém, mas não é por conforto, e sim pelo aperto que sentem.
Medo ou adaptação?
O que mais chama atenção é a tensão entre o pânico imediato e a promessa de longo prazo que a IA traz. Para Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, esta revolução tecnológica é inédita em magnitude. Já Thomas Barkin e Jeffrey Schmid, presidentes regionais do Fed, ponderam que, apesar do temor, a IA será uma ferramenta que vai habilitar, não só substituir.
Mas essa confiança é fria, olhando para as ruas. As expectativas de encontrar emprego logo caíram entre os mais ricos, e o mercado está mais imóvel do que dinâmico. O cenário não é de pânico total, mas de cautela extrema. Como se todos estivessem segurando o ar antes do mergulho.
E o cenário geral?
- Bancos de dados como o do Bureau of Labor Statistics mostram desemprego baixíssimo em finanças, insinuando que, por enquanto, o mercado de topo está estável.
- Mas a queda na rotatividade indica menos mudanças, menos oportunidades novas e mais medo estagnado.
- Para a economia, a IA não vai ser só ameaça; talvez seja o remédio para um mercado cada vez mais carente de jovens trabalhadores.
No fundo, este impasse revela um paradoxo: ao passo que a IA preocupa os mais bem pagos e pode empurrá-los para uma certa inércia, ela também é vista como peça chave para manter a competitividade e a vitalidade econômica no futuro próximo. E quem duvida, que olhe para a história das revoluções tecnológicas.
Fonte: cnbc
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